Hoje quem escreve é a Fernanda Martinez, a Nanda!

Natal Mortal

Quando a Rô me convidou para fazer esse post, eu literalmente pensei em 1.000.000 de filmes que tratavam do espírito natalino e todas as tradições características da época. Mas como na época de natal, eu gosto mesmo é de ler os meus livrinhos, acabei escolhendo um da minha coleção, que quando li, me despertou muito sobre a essência do natal e o que ele representa. Eu sei que o meu texto vai ser aquele bem clichê de quem é muito fã da série, mas não tinha, para mim, como escolher outro livro que não fosse Natal Mortal.

Cada livro da série mortal, é diferente porque nunca te causam a mesma sensação, pelo menos, para mim, sempre foram emoções diferentes a serem despertadas e o Natal, foi um dos mais emocionantes. Não porque o assassino tenha se autointitulado de Papai Noel e saísse por ai matando pessoas de acordo com aquela musiquinha dos 12 dias e seu amor verdadeiro no final.

“O nome é ‘Os Doze Dias do Natal’. O autor envia ao seu verdadeiro amor um presente para cada dia, começando com uma perdiz numa pereira.”

Tudo bem, isso ajudou, afinal os assassinatos são uma parte bem legal da série * momento Dexter* e o que seria da tenente Eve Dallas sem o departamento de homicídios da NYPD, certo? Ou então quem sabe sem o seu tudodebomgostosoeveryhot maridão irlandês né?

Para uma pessoa que como eu, cresceu sabendo o que era decorar a casa, acender a árvore, escrever a cartinha para o papai noel * eu escrevo até hj rsrsrs*, preparar a ceia natalina com a família e toda essa festa, foi muito emotivo ver a transformação da Eve. Pois é, por isso Natal é muito importante. Nesse livro nós vemos uma mulher de 30 e poucos anos que nunca havia passado por um natal verdadeiro ao lado de quem amava. Natal verdadeiro eu digo no sentido não só da troca de presentes, mas sim, do que é mais importante, como o que eu e minha família fazemos, por exemplo. Eve teve não só uma infância muito difícil, mas também uma vida bastante complicada. Por isso que ela nunca recebeu a visita do bom velhinho, ou parou para ter uma refeição em família, porque, na verdade, não tinha nenhuma. Por isso para mim é muito emocionante ver uma pessoa se abrir para o que natal pode te oferecer em todos os sentidos, pois ela finalmente percebe que está criando tradições de natal e uma família para si mesma, e não está mais sozinha como pensava. Ela agora sabe que o Natal é a época para se confraternizar com os amigos, com a sua família ( no caso Roarke, o gato Galahad e até mesmo Summerset) * adoro Eve e Summerset*

Por isso que Natal Mortal é tão legal, porque é um livro que te leva para dentro de uma magia natalina bem diferente. Melhor do que os 1344 milhões de filmes com que somos bombardeados em dezembro. Vou terminar com uma frase do livro, que para mim, resume tudo o que eu quis dizer, nesse post:

“- Que horas são?- Quase meia-noite.- Então torne a me beijar. – Ela juntou a sua boca à dele, acomodou-se e suspirou de leve, dizendo:- Esta é mais uma lembrança para colocarmos na nossa caixa… e o começo de uma tradição. Feliz Natal!”

 

Fernanda Martinez – colunista Blog Fotos e Livros twitter @nandamartinez