Olá!

Hoje, o texto da querida Beta do Literatura de Mulherzinha, de quem eu vivo pedindo textos.

Obrigada Beta! Você e a Suelen que são experts em Diana, são figurinhas recorrentes e muito bem vindas por aqui.

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Diana Palmer é um assunto freqüente do Literatura de Mulherzinha. Primeiro por sua interminável saga de heróis durões, irritantes e adoráveis (às vezes, mega irritantes e nada adoráveis) que encontram a redenção através de suas almas gêmeas (em muitos casos, depois de confundir a pobre alma com tapetinho do inferno e praticamente sambar em cima). Por isso, decidi fazer um post exclusivo sobre esta que (na minha opinião) é a melhor heroína da autora: Gretchen Brannon, a protagonista do livro Lorde do Deserto, que faz parte da série Hutton & Amigos, (que é uma subdivisão da série Homens do Texas).

Gretchen Brannon é de Jacobsville (como 90% dos personagens que dona Diana cria) e vivia aquela vidinha pacata (ou o mais perto disso oferecido pela cidade) até ter que lidar com a decepção do abandono do namorado após a doença e a morte da mãe dela. Aos 23 anos, decidiu arejar a cabeça, acompanhando Maggie Barton a uma viagem ao Marrocos, ponto de parada antes da amiga assumir um emprego em Qawi. O destino interferiu e Maggie precisou abandonar o emprego que assumiria e Gretchen herdou a vaga de secretaria de um misterioso sheik. E a gente percebe que ela não é como as outras heroínas de Diana numa conversa com Maggie já no Marrocos, ao especularem sobre o sheik.

Gretchen tomou um gole de café.

– Talvez ele seja bonito e sexy e se pareça com Rodolfo Valentino. Você viu aquele filme mudo, “O sheik”? – O olhar dela era sonhador. – Apenas imagine ter uma fantasia como aquelas se transformando em realidade, Maggie. Ser raptada por um belo sheik, montado em um, garanhão branco que depois se apaixona loucamente por você! Fico toda arrepiada só de pensar nisso – franziu a testa. – Talvez eu não seja uma mulher moderna, talvez devesse sonhar em jogar um belo sheik no meu cavalo e levá-lo para longe como meu cativo. – Deixou escapar um longo suspiro. – Oh, bem, é apenas um devaneio e a realidade jamais é tão excitante, pelo menos não para mim. Você tem mais o tipo capaz de atrair um homem belo e sexy.” (p.14)

– E creiam: o que Gretchen fala, Gretchen faz!

Confiante com a nova fase na vida, assume o cargo. Surpreende por quebrar estereótipos relacionados aos norte-americanos: era modesta, sincera, espirituosa, corajosa. O que amplia a impressão inicial de Philippe de que era muito parecida com Brianne. Bocó: Gretchen nunca seria mera cópia de alguém. Não se intimidou e cativou a todos. Sua valentia – afinal de contas, uma filha de Jacobsville, irmã de um Ranger deveria ser valente – a colocou em risco (acreditou demais nas aparências), mas também resolveu uma potencial ameaça. Como já disse em algum lugar no Literatura de Mulherzinha para que um bando de mercenários profissionais se é Gretchen quem salva o dia?

Gretchen é a valente de salto alto, bom humor inteligência aguçada e, se necessário, revólver na mão. Sei que muitas leitoras gostam do sheik Philippe, mas confesso que, na minha opinião, ela é a graça do livro. É o fato de ela ser corajosa (e, por causa disso, um tanto imprudente), manter-se alerta, mesmo em situações extremas de perigo, não ser submissa quando o sheik pisa na bola com ela (e quem leu sabe, Philippe pisa, chuta e praticamente samba em cima da bola), não ficar chorando pitangas perdidas, levanta a cabeça e vai à luta. Várias vezes você tem a sensação de que os papeis estão invertidos: a parte nobre do relacionamento é ela. Ele é quem tem que se mostrar digno dela.

E com esta mistura de simpatia, petulância e inocência, Gretchen cativa a todos por onde passa. Sinceramente quando dona Diana se sentou para criar esta história e delineou o perfil desta personagem, todos os anjos da guarda das literaturas de mulherzinha cantaram o mais puro “amém”… Depois disso, para nossa tristeza (e desespero), ela quebrou o molde e nunca mais apresentou uma heroína que ganhasse a simpatia totalmente. (A Delia, de Doce Desejo, talvez chegue perto, mas ela é muito sofredora quando comparada à Gretchen. E mesmo assim, há longos oito anos – e muitas atrocidades em formas de romances – entre elas.)

Por isso, se você quiser ler um dos pontos altos de Diana Palmer – uma mistura de herói tapado embora gostoso (e que precisava de uma forcinha para se “reerguer”), heroína sensacional, coadjuvantes participativos (o velho sheik e o guarda Elvis), vilões REALMENTE malvados, humor e aventura, Lorde do Deserto é a melhor opção. E ainda vai te deixar com um mistério para resolver (sim, irei repetir a minha eterna pergunta): se Diana Palmer é capaz de criar uma trama assim tão boa, por que comete coisas como Avassalador, Dio Santo?

Bacci!!!

Beta

Beta do blog Literatura de Mulherzinha twitter  @Bluebeta

 

Capa, ficha técnica, sinopse:

O lorde do deserto

Lord of the Desert

Coleção primeiros sucessos n°6

Diana Palmer
ISBN:
Editora: harlequin Books
Número de páginas:
Encadernação: Brochura
Formato 16,5 x 10,5 cm
Ano Edição: 2011

 

Sinopse

Gretchen Brannon estava perdida quando se viu ao lado do sheik Philippe Sabon, o rei de Qawi. Embora pertencessem a mundos diferentes, ela encontrou uma alma gêmea naquele homem poderoso e sensual que durante muito tempo esqueceu os apelos do coração e escondeu uma angústia profunda. Ainda assim, Philippe se empenhou em mostrar para Gretchen que ela era uma mulher corajosa e forte apesar de sua aparente fragilidade. Em retribuição, ela o ensinou a amar novamente?Mas agora que seu coração pertencia ao Lorde do Deserto, Gretchen se tornava alvo de inimigos perigosos que planejavam se vingar do sheik. Em um duelo final entre que o bem e o mal, poderiam o amor e o destino triunfar?

Informações interessantes sobre o livro

A história deste livro é simultânea aos livros “Agonia e Êxtase” (Série Hutton 5) e “O Último Mercenário” (Série Soldados da Fortuna 6);

Ao contrário do que diz na versão da Harlequin, Micah Steele e Callie Kirby são meio-irmãos, e não padrasto e enteada;

Outros personagens de Diana Palmer que aparecem ou são citados aqui:

 

  • Brianne e Pierce Hutton: Uma Vez Em Paris (Série Hutton 01);
  • Cecily e Tate Winthrop: Rosa de Papel (Série Hutton 02);
  • Marc Bannon: A Última Chance (Série Hutton 04);
  • Maggie Barton e Cord Romero: Agonia e Êxtase (Série Hutton 05);
  • Gaby e J.D. Brettman: Lobo Solitário (Série Soldados da Fortuna 01);
  • Dani e Dutch (Ou “Holandês”, é o apelido de Eric James van Meer): Uma Estranha Ao Meu Lado (Série Soldados da Fortuna 02);
  • Diego Laremos: Desejo Proibido (Série Soldados da Fortuna 03);
  • Eb Scott e Sally: Aventura Ardente (Série Soldados da Fortuna 04);
  • Cy Parks: Uma Mulher Para Amar (Série Soldados da Fortuna 05);
  • Micah Steele e Callie Kirby: O Último Mercenário (Série Soldados da Fortuna 06);
  • Drª Lou e Copper Coltrain: Primavera de Amor (Série Homens do Texas 14);
  • Judd Dunn: Fora da Lei (Série Homens do Texas 28);
  • Blake Kemp: A Tentação do Desejo (Série Homens do Texas 32);
  • Canton Rourke: Um Verão Para Amar;
  • Curt Russell: Policial de Jardim.
  • Além de Appollo e Joyce que têm história secundária em “Desejo Proibido” (Série Soldados da Fortuna 03), Leta e Matt Holden que têm história secundária em “Rosa de Papel” (Série Hutton 02) e Bojo (Diana Palmer já prometeu escrever o livro dele).

Fonte das informações acima: O blog da Suelen! Claro.

O especial Diana Palmer continua amanhã.

Rosana

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