A Passagem , para quem leu, com certeza ficou ansioso para ler a continuação: “Os Doze” que  acabou de sair do forno . Um livro muito esperado por quem ficou viciado nessa trilogia.Ano passado falei um pouco sobre o livro aqui no Livrólogos, mas para situá-los resolvi pedir para minha querida amiga Barbara ( do In Death) a resenha que ela fez sobre o livro no blog dela.

Divirtam-se.

Rosana Gutierrez

A passagem

por Barbara Sant

Oie.

Meu nome é Barbara, tenho 29 anos e sou viciada em “A Passagem”. Eu estou nessa vida tem exatos oito dias, duas horas e
vinte  segundos. Entrei nessa vida por conta de uma amiga, como muitos antes de nós. Nesse momento tento, a todo custo, resistir ao desejo de sequestrar o autor e exigir como pagamento o lançamento de “Os Doze”.

O que, você não está entendendo nada? Certo, então talvez eu devesse começar do início…

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Eu adoro o fim do mundo. Sim, isso mesmo que você está lendo. Eu, aquela que chora até com propaganda de margarina, adoro livros, filmes, jogos ou qualquer coisa que envolva uma catástrofe sem precedentes que leve ao fim do mundo.

Zumbis, neve, água, asteroides e qualquer coisa que destrua boa parte do planeta tá valendo.

A culpa disso é da Umbrella, que começou o vício muitos e muitos anos atrás quando espalhou o T-Vírus pelas ruas de Roccoon City e me infectou com essa mania. Depois de Resident Evil, vieram O Dia Depois de Amanhã, 2012 e um monte de outros “desgraça pouca é bobagem”.

Mas eu estava resistindo ao desejo de ler “A Passagem”, já que eu sabia que o segundo livro ainda não tinha saído no Brasil. Até que um dia…

Estava eu dia desses navegando, feliz e tranquila na vida, quando me deparei com a resenha de “A Passagem”, feita pela Lil Lá No Cafofo.
Vocês devem estar pensando “mas você já tinha lido outras resenhas antes, porque essa marcou sua entrada no vício?”.

A resposta é que eu nãos sei. A resenha da Lil me deixou curiosa e eu pedi o livro para a Arqueiro, que prontamente atendeu ao pedido.

Demorei uns dias para começar a ler (afinal de contas, 815 páginas era uma leitura que exigia dedicação), mas quando comecei não consegui mais largar. Vários dias indo dormir no meio da madrugada, acordando igual um zumbi, tendo pesadelos estranhos com personagens apavorantes e surtando a cada guinada que o Justin Cronin dava na estória.

Veja bem, “A Passagem” não é para aquele de coração fraco. Nem para aquele que desiste fácil.
Você se revolta, você quer *matar* o autor, jogar o livro na parede, gritar, espernear e enlouquecer alguém enquanto você enlouquece. Mas você não consegue, de nenhum jeito, largar a leitura.

O texto dele é tão bom, tão… completo, que faz meu coração de viciada em fim do mundo dar pulinhos de felicidade ao mesmo tempo em que era partido em tantos pedacinhos quanto o mundo como conhecemos.

Porque, se você está lendo isso e pensando em ler o livro, tenha em mente que o Justin vai, com muito cuidado e precisão, partir seu coração de leitor dedicado em milhares de pedacinhos minúsculos e sangrentos. Ele vai fazer você se apaixonar pelos personagens, torcer por eles, criar esperanças na sua alma romântica e depois destruí-las com uma precisão militar.

Querem ter uma ideia do que vão encontrar? Então deem uma espiadinha na sinopse:

Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos traços de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. (…)Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado.

Leu? Ficou curioso? Pois fique sabendo que isso tudo aí, todo esse aglomerando de desgraça-do-fim-do-mundo é apenas o início do livro. Muitas, muitas outras coisas acontecem.

Você pode me perguntar o que acontece assim de tão bom, mas vou tentar contar o mínimo possível.

Posso dizer que você vai se encantar com a Amy nas primeiras páginas, querer segurar a mão do Peter nos momentos de dor, consolar personagens, bater no autor, entrar na estória, passar as páginas para saber o que acontece ao mesmo tempo que deseja rendê-las o máximo que puder, etc, etc, etc.

Foi amor (e sofrimento) a primeira linha. Gostei de tudo, desde as escolhas para as citações de abertura dos capítulos até aquele final de fazer curioso arrancar os cabelos e ansiosos subirem pelas paredes.

Estão se perguntando o que um livro-catástrofe está fazendo na terça sobrenatural? Eu explico: a catástrofe que assola nosso querido planeta são os meus tão queridos vampiros.
Isso mesmo! Vampiros!

Mas não são vampiros iguais aos meus Guerreiros da IAN.
Nãooo! A coisa está bem mais estilo Lilith de ser!
Só que, ao contrário da Lilith, esses “vampiros” foram criados pela necessidade macabra do homem de subverter teorias pacíficas e transformá-las em armas.
No caso, um cientista que havia perdido uma pessoa querida para uma doença terrível tentava criar algo que acabasse com todas as doenças do planeta.
Claro, tinha que aparecer um “Sargentão” do exército e transformar tudo em uma pesquisa para criar o soldado perfeito, imune as doenças, ferimentos, blá blá blá. Aí deu no que deu!

Ah, vocês lembram que eu disse no início da resenha do desabafo que eu sabia que a continuação não tinha sido lançada no Brasil? Bem, rá, rá pra mim, não foi lançado nem nos EUA.

Sim, isso mesmo, eu arrumei um vício que vai levar meses para ser publicado em inglês e muitos, muitos outros para sair no Brasil.

É isso aí, minha gente, eu vou sofrer. Longos, longos meses querendo saber o que diabos acontece depois daquele final.
Porque, povos desse mundo de letras, aquele final só me deixou mais curiosa pelo próximo livro!

E, bom, enquanto eu conto os dias para ele sair, que tal você se juntar ao grupo dos que #QueremOsDozeJá e garantir um exemplar?

Capa, ficha técnica, sinopse

 

A passagem

The Passage

James Patterson e Maxine Paetro
ISBN:  9788580410204
Editora:  Sextante
Número de páginas: 816
Encadernação: Brochura
Formato: 16X23cm
Ano Edição: 2010

 

Sinopse

 

“Esta é a história de vampiros que você não pode perder: 15 páginas são suficientes para cativá-lo; depois de 30, você se descobrirá prisioneiro, lendo noite adentro. Um livro com a força dos épicos.” – Stephen King

Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos traços de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue.

Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite, a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior.

Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado.

A passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitos extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que recende a morte.

Boa leitura!