Olá!

Este é um romance comovente que “reforça a teoria” de que as escolhas que fazemos, independentemente do quanto pareçam sem importância, sempre trazem consequências mesmo que  num futuro distante. Trata-se da história de Tom Sherbourne, rapaz de 28 anos, retorna à Austrália após enfrentar os horrores da 1ª Guerra Mundial.Para abrandar os traumas inscreve-se para trabalhar. Aceita o emprego para ser faroleiro em uma distante ilha da costa australiana.

“Janus Rock”  ocupa uma área de dois e meio de quilômetros quadrados de verde com capim suficiente para alimentar as poucas ovelhas…com bastante terra para sustentar o rudimentar canteiro de verduras e legumes.”

Antes de partir para Janus, a última obrigação de Tom, em Partageuse, (cidade portuária),  é jantar com o capitão do porto e sua mulher.”Era de praxe para qualquer novo vigia do farol de Janus Rock ser convidado para jantar com ele antes de partir para a ilha.”

Tom acabara de chegar a Partageuse. Deixa suas malas numa pensão, e sai explorar a pequena cidade.Enquanto caminha pela praia imagina que terá tempo de sobra para pensar na guerra, nos rostos dos companheiros que lutaram a seu lado. Não foi mutilado por explosivos, mas tem muitas cicatrizes. A solidão do Farol vai lhe fazer bem. É interrompido, no pensamento, por uma jovem  que o convida a dar migalhas de pão às gaivotas.

À hora do jantar Tom é apresentado aos familiares e convidados do Capitão Percy Hasluck. Conhece Isabel,filha do anfitrião. Seus olhares se cruzam, mas ela disfarça, pois já se viram na praia.

Tom parte para o trabalho. Gosta do local. Recebe um bilhete  de Isabel através do navio mercante que passa lá para descarregar mercadoria  de três em três meses. Responde. Após seis meses volta a Partageuse, revê Isabel. Começam o namoro. Casam-se.

Era 1922 e o 2º dia deles sozinhos em Janus. Ela está maravilhada.

“—Nunca estive num lugar tão alto assim! É como voar!—ela disse. É como ver o futuro. Você  pode ir à frente, a tempo de salvar o navio antes que ele saiba que precisa de ajuda.”

A vida, a dois, transcorre bem, até que após abortos descobrem que não poderão ter filhos. Nos momentos difíceis, Tom demonstra seu amor e dedicação a ela. Só amor é refúgio seguro em tempos assim. E a vida segue adiante, naquele remoto lugar, isolado do resto do mundo.

Em uma manhã, no final de abril, Isabel ouve o choro de um bebê. Chama o marido e vão ver .  Era um barco à deriva com um bebê e um homem sem vida. Recolhem a criança. Enterram o corpo. Distantes do mundo real, tomam uma decisão, com o coração, que selará o futuro deles. Lucy é a garotinha.

A decisão do casal implica uma inusitada consequência: o que é justo para uma personagem(Isabel), representa perda trágica para a outra que é mãe(Hannah). É uma experiência única, cuja trama nos envolve profundamente, fazendo-nos refletir sobre temas universais como verdade, amor e o verdadeiro significado da felicidade. Enfim, este romance nos coloca diante de um grande problema ético e moral que é , finalmente, examinado à luz fria da realidade.

Uma história tocante. Projeto gráfico ( capa, diagramação, papel) , revisão e tradução impecáveis.

Recomendo.

Capa, ficha técnica, sinopse

A luz entre oceanos

The Light Between Oceans

M. L. Stedman
ISBN: 9788532528230
Editora: Rocco
Número de páginas: 368
Encadernação: Brochura
Formato: 16 X 23 cm
Ano Edição: 2013
Tradução: Geni Hirata

 

Sinopse

Romance de estreia da australiana M. L. Stedman, A luz entre oceanos alcançou as principais listas dos mais vendidos do mundo, incluindo o cobiçado ranking do The New York Times, onde permaneceu por mais de quatro meses.
Escrito por uma advogada que aborda os limites da ética e os dilemas morais sob diferentes pontos de vista, o romance conta a história de Tom Sherbourne, faroleiro de uma ilha isolada na costa oeste da Austrália, e sua mulher, Isabel. Impedidos de ter filhos, a vida do casal sofre uma reviravolta quando um barco à deriva aporta na ilha.
Publicado em 25 países, A Luz Entre Oceanos é um livro emocionante sobre perdas trágicas e escolhas difíceis, sobre a maternidade e os limites do amor.

Boa leitura.

See ya!

Rosana Gutierrez