Por Carla Fernanda – blog Sonho de reflexão

Caros leitores,

Fiquei muito feliz em receber o convite da Rosana para participar do novo quadro do Livrólogos: Séries, que também amo de paixão.  Claro que aceitei!

Então, decidi falar sobre uma série que estou apreciando atualmente e que estreou em 2009 nos Estados Unidos, encerrando sua quarta temporada e garantindo uma renovação. No Brasil, atualmente está sendo reapresentada a terceira temporada pelo Canal Fox.

Depois de uma season finale de deixar qualquer telespectador tenso, o que é de praxe em cada final de episódio, os fãs estão ansiosos para saber o desenrolar dos fatos e saber o que acontecerá com os protagonistas na quinta temporada, que está prevista para estrear em setembro deste ano.

Para dissertar sobre a série, contei com a ajuda e a colaboração da Thaís Averaldo, colunista do Livrólogos, já que ela também acompanha e já trocamos muitas figurinhas a respeito.

Em um texto único, segue abaixo nossas impressões e tudo o que você quer saber sobre:

 

WHITE COLLAR

(Crimes do Colarinho Branco, no Brasil)

 

White Collar” é um procedural, para quem não sabe são as famosas séries de ‘caso da semana”, e gira em torno de Neal Caffrey, um charmoso e encantador vigarista, ladrão e falsificador de artes, que foi capturado após várias tentativas frustradas, pelo agente especial do FBI, Peter Burke – depois de muitos anos vivendo como cão e gato.

A recaptura aconteceu após Neal fugir da prisão de segurança máxima com o intuito de reencontrar sua ex-namorada Kate, faltando apenas três meses para cumprir a condenação de uma pena de quatro anos.

Após isso, ele propõe um acordo com Peter em troca da sua liberdade, para que preste ‘consultoria’ usando suas habilidades e se mantendo dentro da lei, a fim de ajudar a equipe da Divisão de Crimes do Colarinho Branco (daí vem o nome original da série em inglês) a solucionar casos e capturar os mais astutos criminosos da cidade de NY, que estão na mira do FBI. Relutante, Peter nega, mas acaba aceitando o acordo com a condição de que ele seja monitorado por uma tornozeleira. Assim começa a propriamente amizade, porque não dizer relacionamento, entre Peter e Neal, através de uma parceria convencional e bem-sucedida.

Os dois tem uma química incrível, a dinâmica entre os personagens rouba muitos episódios, onde tudo começa com desconfiança da parte de ambos e o relacionamento vai se fortalecendo e se tornando em uma amizade real, tanto que Peter quase perde seu cargo no FBI por ajudar Neal a fugir.

Obviamente não se pode deixar de falar que “White Collar” tem um lado cômico muito forte, sendo o principal responsável pelas cenas o personagem Mozzie, o fiel escudeiro e comparsa de Neal em suas tramoias. O personagem é ótimo, tanto nas tiradas quanto nas caras e bocas.

Acho a série bastante parecida com a história de Frank Abagnale Jr. e que foi retratada no cinema no filme “Prenda-me se for Capaz”, estrelado por Leonardo DiCaprio e Tom Hanks, realmente não tenho certeza se a história do falsificador serviu de inspiração para Jeff Eastin criar a série.

Uma coisa que aprecio e que me fascina na série são algumas menções e cenas referentes a alguns clássicos do cinema, televisão e outros fatos históricos, porque Neal é um “erudito”, por sua inteligência e conhecimento em diversas áreas, entre elas: história, arte, cultura e vinhos, o que surpreende o telespectador quando descobre algo “inusitado” sobre o seu passado.

Em uma entrevista, publicada no site Matt Bomer Brasil, o ator fala que o estilo do personagem foi inspirado “nas estrelas europeias dos anos 50 e 60 – Marcello Mastroianni, Jean Paul Belmondo, Alain Delon – e claro, Cary Grant, que foi uma grande influência de estilo para o Neal, e eu amo todo o estilo americano dos anos 50 e 60. Stevie McQueen, Paul Newman e James Dean.”

Adoro a camaradagem familiar entre os Burke e Neal. Tem diversos momentos engraçados e tocantes, assim como os dramas pessoais e familiares de cada personagem, que faz com que muitas vezes o público se identifique em algumas situações.

Segue abaixo alguns dos personagens que integram o elenco principal:

Neal Caffrey (Matt Bomer) – Peter lhe dá uma chance de reconstruir sua vida com dignidade e viver honestamente, mas muitas vezes anseia pelo perigo e fica entre a cruz e a espada, porque tem que escolher entre continuar na viver na criminalidade ou seguir sendo leal a Peter, que é como um pai pra ele e em quem passa a confiar cegamente.

Peter Burke (Tim DeKay) – É um agente honesto, perseverante e que chefia a equipe. Tem uma capacidade enorme de prever qualquer ação criminosa. Casado há 12 anos com Elizabeth, é um marido apaixonado e ama a vida familiar. Hesita em confiar em Neal, mas com o tempo reconhece que, apesar de sua astúcia, a parceria funciona.

Elizabeth Burke (Tiffani Thiessen) – Uma organizadora de eventos compreensiva e inteligente. É capaz de discutir os casos do marido com discernimento e o apoia incondicionalmente em todos os momentos. Generosa, também é capaz de ver o lado bom de qualquer pessoa, inclusive Neal, porque isso está trazendo ainda mais benefícios ao seu relacionamento conjugal.

Mozzie (Willie Garson) – Vigarista, melhor amigo e confidente de Neal. Nerd e antissocial, sempre o ajuda a solucionar alguns casos e trama algumas teorias de conspiração para o FBI devido às conexões que tem com a criminalidade, mesmo não confiando n’O Engravatado, como se refere a Peter, porque o teme. Carrega um passado conturbado nas costas e, apesar de não ser carismático como o amigo, compensa com humor e se torna o responsável pelas tiradas ótimas da série, o que gera boas risadas.

Sara Ellis (Hilarie Burton) – Investigadora de seguros de recuperação que testemunhou no julgamento de Neal por este ter roubado a pintura do “Dragão de Raphael”. Está determinada a capturá-lo, mas ao longo das temporadas há uma forte tensão sexual entre os dois, culminando em um romance complicado.  A química entre os dois é visível nas telas. De todas as personagens femininas na série, acho que Sara é a mulher perfeita para ele.

Diana Berrigan (Marsha Thomason) – Inteligente e dedicada é uma agente especial e de confiança de Peter, que integra a equipe de investigação da Divisão de Crimes do Colarinho Branco.

Clinton Jones (Sharif Atkins) – Agente especial e, assim como Diana, serve como braço direito de Peter. Sagaz, aprecia as contribuições heterodoxas de Neal.

June Ellington (Diahann Carroll) – Uma viúva, ex-cantora de jazz e dona da casa de hóspedes em que Neal mora. Ela o vê como um filho que não teve e protege-o, juntamente com Mozzie, em diversas situações, mesmo ele sendo um criminoso, mas ela vê que ele tem um bom coração. Os três se envolvem em várias situações entre a solução dos casos.

Kate Moreau (Alexandra Daddario) – Terminou seu relacionamento com Neal, enquanto este ainda estava na prisão, precipitando sua fuga, e deixando pistas enigmáticas. É o grande mistério que permeia a primeira temporada da série que culminou em uma season finale de deixar qualquer telespectador, assim como Neal, com o coração apertado.

Esses são apenas alguns dos personagens, porque a série tem muitas participações especiais ao longo das quatro temporadas. Não vou me estender muito, porque não quero estragar a surpresa de quem ainda não assistiu.

Se você é fã de séries policiais com vários ingredientes que apreciamos (ação, drama, romance, humor e suspense), recomendo White Collar, porque é uma série que vai te cativar e trazer fortes emoções a cada final de episódio. Só cuidado para não se viciar!