Olá!

Dando continuidade à #SemanaEspecialSilo @intrinseca hoje publico a resenha de Silo.

Agora vocês já sabem que é uma trilogia e que começou como contos vendidos pelo autor na Amazon. Também já contei que teve os direitos vendidos para adaptação cinematográfica.

Silo é uma distopia, que conta a história de pessoas que vivem em um silo subterrâneo com 144 níveis, em um mundo pós-apocalíptico onde o ar exterior é tóxico, totalmente mortal.

Estão há séculos vivendo confinados ali e nem sabem ao certo, como as coisas eram antes, pois houve revoltas, onde muito foi destruído, mas há antigos livros infantis que sobraram, com animais e o mundo coloridos, e ninguém acredita que um dia o mundo pode ter tido algo assim. Há leis proibindo qualquer menção ao mundo exterior também. Lá tudo é punido. Sendo a maior punição ser enviado para limpeza. Tudo está explicado no Pacto.

O exterior somente é observado através de câmeras que mostram o que há do lado de fora, mas elas vão gradualmente ficando sujas pela poeira do exterior e a limpeza é feita pelos cidadãos que sofrem punição e, saindo não voltam mais, morrem no ambiente tóxico.

O mundo todo dessas pessoas que vivem no Silo é dividido por somente uma escada que atravessa os níveis , cada um responsável por algo e o número de nascimentos, controlado por uma loteria. Quem é agraciado com isso tem autorização para ” reprodução”. Mas não antes da morte de alguém.

A narrativa é em terceira pessoa, densa, assustadora , intrigante e se inicia no que seriam as horas finais do xerife Holston, um homem de luto, pois sua esposa foi “punida” anos antes por pedir para sair e condenada a limpeza do lado de fora. Ele está cansado também por todos os anos como xerife . E o que pode haver além das rígidas regras e todos esses andares, e séculos de confinamento.

Juliette é escolhida pela prefeita e passa a ser a personagem principal assumindo o lugar de Holston com forte desejo de consertar injustiças. Mas ela se vê no meio de segredos e intrigas, aumentando sua curiosidade e investigações do porquê da existência desse Silo. Assim, ela mesma cai em uma armadilha sendo condenada a limpeza e as coisas não saem como o esperado e a crença de que não conseguem encontrar uma maneira das pessoas regressem vivas pode não estar bem certa e toda estrutura mantida com esse mistério, pode ruir e assim os dias do Silo podem estar contados. Talvez não seja um deus benevolente que criou o Silo para protegê-los da atmosfera mortal…

O livro tem elementos tratados de forma brilhante como o mistério da origem do Silo e do que houve, os capítulos divididos de forma a deixar a leitura rápida e interessante e são 512 páginas !

O autor captura o leitor, envolvendo nesse ambiente distópico e claustrofóbico de maneira singular e brinca com as personagens bem construídas.

E aos leitores com coração mais mole, já aviso, ele não tem dó das personagens.

A capa é muito interessante, nos leva a pensar na corrosão do aço que envolve o silo e do próprio mundo. O projeto gráfico é ótimo e com folhas em papel amarelado, que deixam a leitura agradável. Encontrei alguns erros, o que é  incomum nos livros da Intrínseca, por isso me incomodaram, tendo um logo na primeira página 🙁 Mas não compromete a leitura.

Mal vejo a hora de ler os próximos! Recomendo e muito a leitura.

Capa, ficha técnica, sinopse

Silo Hugh Howey

Silo

Wool

Hugh Howey
ISBN: 9788580574739
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 512
Encadernação: Brochura
Formato: 16 X 23 cm
Ano Edição: 2014
Tradução: Edmundo Barreiros

Também em eBook

Sinopse

Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.

Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo.

Um crime cuja punição é simples e mortal.
Elas são levadas para o lado de fora.
Juliette é uma dessas pessoas.
E talvez seja a última.

Boa leitura.

See ya!

Rosana Gutierrez

Selo Silo

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