Olá!

A resenha de hoje é do livro Grace, a princesa de Mônaco, de Jeffrey Robinson.

Sou uma grande fã de Grace Kelly e adoro filmes antigos. Quando soube da publicação desse livro pela Leya, já pedi para resenhá-lo 😉

Grace Patricia Kelly, Filadélfia, 12 de novembro de 1929 — Mônaco, 14 de setembro de 1982.

Grace, a irmã do meio, até sem graça, quem imaginaria que além de agraciada com dezenas de prêmios, incluindo o Oscar, ela se tornaria a Princesa de Mônaco ?

De família rígida e tradicional, com pais descendentes de irlandeses e alemães, católicos, teve uma boa infância, mas sem muito destaque, nem na escola. Por conta de familiares que já se enveredavam no ramo artístico, ela teve um pouco mais de sorte que sua tia de mesmo nome, Grace, que também tentou a carreira de atriz. Ela chegou a dizer que a tia nascera em uma época em que as mulheres não podiam decidir o seu futuro, que se fosse um pouco depois, teria conseguido.

Depois de já ter atuado em filmes, posado para várias fotos como modelo, ganhado Globo de Ouro por Mogambo e também assinado um contrato com a MGM, também tornou-se a musa do fantástico diretor Alfred Hitchcock que a tomou como sua atriz preferida e imortalizada em filmes dele como Disque M para Matar e A janela indiscreta. Não só sua beleza mas sua competência e talento que fez Grace despontar e ir rumo ao estrelato.

De certa forma, por desentendimentos com a MGM, ela viaja para Cannes, e segundo o autor, ela nunca soube dizer não aos convites, e várias vezes acabou tendo problemas com isso. Nesse caso, ela foi parar em Mônaco, com uma comitiva de fotógrafos, editores, jornalista e amigo, e conhece Rainier.

Pouco tempo depois, no ano novo, em sua viagem aos EUA, Rainier a pede em casamento.

Grace teve vários romances antes do príncipe, mas o foco do livro não é esse. É mais a sua vida e do príncipe, principalmente depois que se conhecem.

E foi tudo muito rápido pois logo após o pedido Rainier parte para Mônaco para organizar o casamento. E foi bem complicado, convites a todos os ramos da família real que vai até inglaterra, passa pela suécia, bélgica, noruega, e muitos outros. Com toda pompa e protocolo, com muitos fotógrafos, a MGM filmando tudo e eles sob a mira do mundo. Presentes também vieram de todos os cantos do mundo. Foi realizado em 19 de abril de 1956.

Apesar de todo protocolo e pompa necessários a uma família da realeza, Grace e Rainier educavam seus filhos de forma tradicional, mas era visível que havia amor.

No livro também aborda um pouco da história de Onassis, do embate de Rainier e Onassis em relação a empresa SBM , até volta da amizade regada a passeios de barco com Rainier, Grace, Onassis e Maria Callas, na época, companheira de Onassis. O casal real sempre achou o amigo um solitário e carregando tristeza pela perda do filho em um acidente de avião em Nice, em 1973.

Também aborda o embate com o presidente da França de Gaulle por conta de impostos, da briga com os EUA, especificamente com o Mississipi.

Não há histórias de escândalos, traições e coisas do gênero.  É um trabalho de pesquisa bem feito, o autor conheceu a família e a história é bem contada de forma agradável e mostra o lado humano. Do nascimento da estrela a sua morte e de quem esteve ao seu redor, da sua família, de como ela sofreu no início, para se adaptar a vida como princesa e lidar com as responsabilidades, do distanciamento do marido, de sentir-se útil e bem novamente ao ser chamada por Hitchcock para estrelar um filme e como lidar com tudo isso no meio de embates políticos e ameaças. O seu maior papel foi O de Princesa de Mônaco.

Também conta sobre os filhos de Grace e Rainier, Albert, Carolina e Stéphanie e o que houve em suas respectivas vidas.

É tocante o príncipe Rainier contando sobre cartas que trocou com Grace. E de como deve ter sido difícil, além de ser alguém da realeza, e todos os compromissos, ainda ter uma atriz linda e famosa ao lado, e com isso as especulações e a mira de todo o mundo em cima, esmiuçando tudo, sem nada particular. E ele diz isso, que apesar de não ter mantido as cartas, por não ser a maneira dele preservar as cosias, são algo que ele diz serem as únicas coisas particulares.

“Depois de ter vivido uma vida tão pública… essas cartas podem ser o último tesouro escondido no jardim que ainda me resta.”

Sou uma grande fã de cinema e para mim Grace Kelly, junto com Audrey Hepburn são as divas mais belas do cinema.

Com prefácio especial escrito por Nichole Kidman que interpreta Grace no filme baseado nesta obra.

Um verdadeiro Conto de fadas.A plebeia se casa com o solteiro mais cobiçado, um príncipe e torna-se uma princesa.

Recomendo a leitura.

Li em ebook, e essa versão digital está muito bem diagramada.

Sobre o filme

O filme foi exibido na abertura do 67º Festival de Cannes, exibido fora de competição em sessão de imprensa na manhã de 14 de maio e pelas críticas, e reação do público, parece que não é tão bom. Quando assistí-lo eu falarei sobre ele aqui no Livrólogos. No brasil sairá

O festival vai de 14 a 24 de maio de 2014.

A família real de Mônaco divulgou um comunicado oficial chamando o filme Grace de Mônaco de “farsa”.

Confira o trailer do Filme Grace: A princesa de Mônaco

( Playarte Pictures)

 

Capa, ficha técnica, sinopse

Grace, a princesa de Mônaco

Grace, a princesa de Mônaco

Grace of Monaco

Jeffrey Robinson
ISBN:9788580449570
Editora: LeYa
Número de páginas: 416
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23 cm
Ano Edição: 2014

Sinopse

Conhecido como um dos romances mais famosos do século XX – o mais cobiçado solteirão da Europa, Príncipe Rainier de Mônaco, e a mais bela estrela de Hollywood, a atriz Grace Kelly, se apaixonaram, tendo como pano de fundo o cenário mais próximo de um conto de fadas que o mundo moderno foi capaz de produzir, a Riviera Francesa e o Principado de Mônaco. Contado com humor e afeição, e escrito com a colaboração sem precedentes do Príncipe Rainier III e seus filhos, Príncipe Albert e Princesas Caroline e Stephanie, Grace: a princesa de Mônaco transporta os leitores para o glamour e brilho de Monte Carlo e um inesquecível retrato da Casa de Grimaldi.

Boa leitura

See ya!

Rosana Gutierrez

 

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