por Elis Miranda

Depois de mais de um ano de espera, de ficar olhando o site da Cultura esperando o tão sonhado “pedido enviado”, li o novo livro da Irmandade. Confesso que não estava tão ansiosa por este como eu estava por Lover at Last (Amante Finalmente), mas era o rei e tenho uma quedinha pelo Wrath.

Só quando soube que a história envolveria o trono e o herdeiro dele, que realmente fiquei animada. Várias possibilidades passaram por minha mente. E abri o livro disposta a só largá-lo quando eu terminasse. Vocês podem imaginar minha decepção quando após alguns capítulos, eu estava quase dormindo em cima do livro.

Não sei bem o que eu realmente esperava do livro, mas com certeza não foi o que eu li na primeira metade do livro. As brigas entre Wrath e Beth por causa da vontade dela de ter um filho, o “não sou bom para você” do Trez, a conspiração para tirar o trono do Wrath… Ficou cansativo, era muito blá blá blá.

Mas a Ward não se transformou em uma das minhas autoras preferidas por nada, apesar disso, ela conseguiu que eu quisesse terminar o livro. Gostei muito mesmo das cenas que envolveram os pais do Wrath, a importância delas para mim é discutível, mas em termos de enriquecer a história? Foi um grande acerto. Conhecê-los e a geração anterior da Irmandade foi muito bom, queria que ela fizesse isso nos próximos livros, adoraria saber o que aconteceu com aqueles guerreiros.

A segunda metade do livro ficou mais interessante, gostei de ver o crescimento de Wrath como rei, gostei da participação da Beth para que isso acontecesse. Depois de todo aquele blá blá blá chato, coisas boas enfim aconteceram e fiquei satisfeita por ler. Pensei: Pronto, o mimimi do Wrath acabou! Uhuuuu!

Assail e Sola, gente como era chato ler sobre eles em Amante finalmente, juro, sentia maior vontade de pular esses capítulos então você pode imaginar como eu estava quando a história deles continuou não? Mas queimei minha língua. Sola continua sendo uma chata, mas Assail? Quanta diferença! E os gêmeos com a avó? Bom demais! Toda a sequência ficou ótima para mim, e se não fosse uma desconfiança que ficou na minha mente, eu teria odiado “o final” da participação deles no livro.

Mas uma participação que eu não gostei foi do bando dos bastardos. Achei que eles ficaram como coadjuvantes de uma peça ruim. Desde que eles apareceram fico esperando um grande “Boom”, mas o que acontece é somente um estalinho e se em Amante finalmente eu torci por Xcor, agora eu não sei bem o que pensar. Cheguei a ter pena dele uma vez, mas depois eu só conseguia pensar, ele está se colocando em águas perigosas e tudo por quê? Mulher? Que nem liga para ele tanto assim?

Sei que o próximo livro será sobre os irmãos Sombras (The Shadows) Trez e Iam, apesar do primeiro estar em evidência, nesse livro tia Ward mostra mais de Iam e o que é revelado só me fez querer saber mais e querer muito que ele encontre alguém que o ame e o mime, fora que, ele com o Boo? Ri algumas vezes. Seu cuidado com o irmão é tocante apesar de que pra mim Trez continua sendo um idiota.

Acabei com o livro com um sentimento mais positivo que negativo, mas não estou ansiosa pelo próximo. Quando sair eu vou comprar e ler, óbvio! É Irmandade e adoro os Irmãos, mas me descabelar como com Amante finalmente? A titia Ward vai ter que fazer mais do que fez nesse livro.

Confira a resenha de Amante Sombrio – aqui

Confira a resenha de toda série – aqui

Capa, ficha técnica, sinopse

 

o-rei - The king

O rei

The King

J. R. Ward

ISBN: 9788579307126
Editora: Universo dos livros
Número de páginas: 680
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23 cm
Ano Edição: 2014

 

Sinopse

J. R. Ward é autora número 1 do The New York Times, publicou inúmeros romances e já foi traduzida para mais de 40 países, com destaque para a série Irmandade da Adaga Negra, à qual pertence o título O Rei.

Depois de recusar seu trono por séculos, Wrath, filho de Wrath, finalmente assumiu o manto de seu pai – com a ajuda de sua amada companheira. Mas a coroa pesa fortemente em sua cabeça. Enquanto a guerra com os Redutores continua, e a ameaça vinda do Bando de Bastardos está chegando perto de acontecer, ele é forçado a fazer escolhas que põem tudo e todos em risco.

Beth Randall pensou que sabia no que estava se metendo quando ela se relacionou com o último vampiro puro-sangue no planeta: não seria nada fácil. Mas quando ela decide que quer ter um filho, percebe que não estava preparada para a resposta de Wrath – ou a distância que essa decisão criaria entre eles.
A questão é: o amor verdadeiro vencerá?

Boa leitura