Por Gianpaolo Celli, consultor do ALITERAÇÃO SERVIÇOS EDITORIAIS

Normalmente quando escrevo maus artigos, tendo a comentar a respeito de aspectos de mercado e de como se portar para facilitar a publicação de seu original, como por exemplo, pensar sempre em “querer ser lido” ao invés do “querer ser publicado”. Ou seja, mais no aspecto da profissionalização da pessoa ‘escritor’ do que profissionalização da escrita em si. E como recebemos alguns pedidos em relação a conversarmos mais a respeito deste aspecto, levando mais para o lado do COACHING do que efetivamente da DIREÇÃO LITERÁRIA, resolvi esta semana trabalhar um dos inúmeros pontos do escrever, ao invés do publicar, o qual estava discutindo durante um curso desta semana.

Porque não adianta nada buscar ajuda para publicar, se seu material não está efetivamente pronto para o mercado. E FALA SERIO! De 90 a 95% dos originais não está! E como dar esse suporte é uma coisa que não só eu como profissional, como nós do ALITERAÇÃO, como prestadores de serviços editoriais, também fazemos, a ideia é trabalhar uma dica muito importante no desenvolvimento de cena, a ligação da percepção visual com o ato da descrição.

FALA SÉRIO! Apesar de aparentemente ser um aspecto simples, atualmente, como a maioria das pessoas que está começando no mercado tem uma tendência muito maior de ir ao cinema, assistir televisão, e mesmo de folhear um quadrinho do que efetivamente ler um livro, criar uma cena pode ser (e é) uma coisa complicada. Isso, inclusive, me recorda algumas conversas com amigos de fora do meio literário que, quando comentei da dificuldade de criar três, duas, ou mesmo uma página de história “no papel”, eles comentaram que normalmente colocam às vezes 50 ou 60 páginas por dia.

O ponto é que FALA SÉRIO! É diferente criar um relatório de X ou Y páginas do que efetivamente descrever uma ou mais cenas de uma história. Escrever uma cena é quase como dirigir um filme (se me permite a analogia com a mídia já citada), em que a ideia é apresentar ao leitor uma sequência de fatos em que a determinação de um ou outro ponto de vista ou mesmo ponto de visão (pense aqui em ângulo de câmera) podem mudar completamente a mensagem que você mesmo está tentando passar. Deste modo a ideia aqui é apresentar um exercício simples que você pode usar para treinar isso.

Escolha então uma determinada cena, seja de um filme, de um quadrinho, ou mesmo de um jogo que você goste (congele a mesma na tela, no caso de um jogo ou filme) e tente descrevê-la em palavras. Pode parecer algo simples, mas FALA SÉRIO! Efetivamente não é. Seja uma cena ao ar livre ou uma em ambiente fechado, você dará mais ênfase ao personagem ou personagens ou no ambiente que os rodeia?

Aparentemente poderia se dizer que evidentemente no personagem, pois ele é mais importante do que onde ele está, mas e se o que estiver acontecendo afetar na ação, ou reação dos personagens? Você não pode começar descrevendo o personagem ou o que ele está fazendo para depois dizer por que isso está acontecendo se o foco da cena é o que acontece nela e isso independe da vontade do personagem. Do mesmo modo, se a cena apresentada possui um ponto de vista aberto, a ideia é que a descrição do ambiente é mais importante, devendo vir antes do que a descrição dos personagens, os quais, se você considerar a distância, muitas vezes nem serão determinados com detalhes. Ação e reação, assim como ambiente versus personagem são detalhes que, apesar de muitos novatos não considerarem, fazem a diferença numa descrição de cena.

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