Por Gianpaolo Celli, consultor do ALITERAÇÃO SERVIÇOS LITERÁRIOS

Esta semana terminei um livro e, ao ler as páginas finais, notei que o autor agradece, além de aos familiares que o ajudaram na empreitada e a seus editores (um dos quais, segundo ele, “apontou a direção da história dentro da história”), incluiu também dois copidesques e seu agente literário, que após leituras críticas retornava com “sugestões, ideias e incentivos”…

FALA SÉRIO! Os diversos profissionais que ajudaram a ele, o autor, são efetivamente aqueles que tem como obrigação transformar seu original num livro. Estou comentando a respeito, pois após ler e ouvir muitas críticas nas últimas semanas sobre editoras sob demanda, ou mesmo editoras que trabalham com coedição, ambas que, segundo os críticos, publicam qualquer coisa sem pensar na qualidade, numa conversa com um colega, chegamos a seguinte conclusão: FALA SÉRIO! Na maioria das vezes a culpa também é do autor (ou do seu ego), que apesar pensar sobre o porquê de seu original haver sido recusado inúmeras vezes, continua achando que escreveu a oitava maravilha do mundo e resolve pagar muitas vezes quatorze ou quinze mil reais para publicar, ao invés de investir por volta de 10% deste valor numa leitura crítica profissional que poderia fazê-lo melhorar seu texto e deixá-lo pronto para o mercado e consequentemente para a publicação.

FALA SÉRIO! Como podemos comparar o autor do primeiro parágrafo, que mesmo já havendo sido publicado internacionalmente, ainda faz seu texto passar pelas mãos de diversos profissionais; com o autor do segundo, que apesar de muitas vezes nunca ter publicado, acha que o texto nem está, mas é perfeito? Inclusive, talvez seja essa a causa do primeiro ter diversos livros, publicados dentro e fora de seu país, e o segundo quando muito publicar o primeiro, não é verdade?

Porque os editores comentam que do volume que lhes chega às mãos (que dependendo do tamanho da editora pode variar de 30 a 300 originais), por volta de 95% não está pronto. E se eles não respondem dizendo o que o autor deveria concertar em seu original para que o mesmo seja aceito, é porque essa não é a sua função. Existem, ou deveriam existir, inúmeros profissionais, como os já mencionados agente literário, leitor crítico, copidesque, para fazer esse serviço. Cabendo também ao autor buscá-los.

Veja bem, eu mesmo já comentei a respeito da facilidade de se traduzir autores internacionais, que já tem tudo, inclusive o marketing pronto para ser um best-seller (FALA SÉRIO! Às vezes ele ou ela já até são), do que criar do zero seu próprio escritor. Mas esse é o outro lado da moeda. E se por um lado depende sim da boa vontade da editora, também depende da humildade e da vontade de trabalhar duro do escritor.

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