Por Gianpaolo Celli, consultor do Aliteração Serviços Editoriais

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Essa semana tive uma grande conversa com um grupo de autores que, considerando a respeito de autopublicação, gostariam de saber mais a respeito. E FALA SÉRIO! Para variar achei que a discussão foi tão interessante que resolvi colocá-la no papel. Isso sem contar que, como as dúvidas, assim como as conclusões, poderiam ser as mesmas de diversos outros escritores.

Uma das primeiras questões colocadas foi: as pessoas consideram a autopublicação?

Essa tinha que ser a primeira dúvida, pois a resposta é: “Depende”! Mas por quê?

FALA SÉRIO! Porque se temos inúmeros casos, internacionais e nacionais de autores que começaram deste modo, também existem profissionais no mercado editorial que irão lhe responder que, como eu mesmo já li no site de um evento: “Se você autopublicou, que tal conversar conosco e, quem sabe, da próxima vez, você publica de verdade?”

Podemos pensar que se tratar de um caso isolado, mas na verdade não é! Isso porque, se existem autores que começaram pagando e agora estão em editoras melhores, este número é mínimo se comparado aos que também fizeram isso e não chegaram a lugar nenhum.

Ou seja, FALA SÉRIO! Estes casos são mais exceções do que a regra propriamente dita. Isso porque pagar para publicar é, sim, o modo mais simples de conseguir lançá-lo. A questão é: o que você vai fazer depois disso? Porque não basta pagar e não fazer mais nada! Seja pelo livro, seja por você mesmo como escritor.

Na verdade a questão é válida para qualquer autor. O primeiro livro é só o primeiro livro! Se seu objetivo é fazer como o ditado: “ter um filho, plantar uma árvore, lançar um livro”, parabéns! Agora escritor é alguém que, mesmo que não pague suas contas só fazendo isso, faz carreira escrevendo. E para isso precisa que seu livro vá além da publicação e seja lido. Assim, quando ele lance o segundo, o terceiro, o quarto, não só já tenha leitores, mas também continue conseguindo cada vez mais público. FALA SÉRIO! Isso sim é fazer uma carreira!

E acontece que as editoras por demanda prometem muito, mas fazem bem aquém do que deveriam, como se tivessem um favor ao autor. Para provar recentemente uma autora que lançou por uma grande editora por demanda, daquelas que você paga praticamente por toda a tiragem, mas a mesma fica com a editora para distribuição e venda, colocou num site de reclamação que desde a data de lançamento, há mais de um ano, ela não recebe informações a respeito das vendas. Além disso, apesar de previsto, o e-book do livro nunca foi lançado, não houve nenhuma ação de marketing para divulgação do livro e que o mesmo não se encontra disponível nas livrarias.

A réplica da editora, entre outras, foi que não era previsto em contrato passar informação das vendas, assim como não estava o lançamento do e-book. Ou seja, FALA SÉRIO! O problema reside efetivamente no fato de que qualquer editora vive da venda de seus livros. Ela aposta num livro e faz o marketing do mesmo para vender e ter retorno de seu investimento. Agora, se este retorno já vem através do pagamento do autor, por que a editora se mexeria efetivamente para vender alguma coisa? E se eles não precisam vender os livros dificilmente aparecerão nas livrarias, e sem isso, ser lido é quase impossível.

Até já sei o que você irá dizer: que o próprio escritor deve fazer seu marketing!

É verdade! Isso tem que acontecer. Na realidade tem que acontecer mesmo quando a editora está investindo no livro, mas FALA SÉRIO! Tendo em vista que existe uma parceria da editora com o autor, ela deveria se estender também ao marketing, e não só o autor fazer algo por seu livro, não é verdade?