Por Gianpaolo Celli, Consultor do Aliteração Serviços Editoriais

 

Já há algum tempo comentei a respeito de e-books, na onda de compará-los aos livros impresso. Como já havia comentado, como aconteceu no caso do rádio e da TV (no primeiro, disseram que faria os jornais impressos acabarem; no segundo, que acabaria com o rádio, coisas não aconteceram), creio que o e-book, a menos em curto prazo, não veio para substituir o livro impresso, mas sim para complementá-lo. E se não é assim que você pensa, deveria. Especialmente se é um autor que está começando no mercado.

“Por quê?”, você pode perguntar. Porque é assim que as editoras e as livrarias (sem contar outros ‘mecanismos’ do mercado editorial) estão pensando!

Em meu texto original a respeito, previ que, ao contrário do que se dizia, que as editoras seriam as mais afetadas, quem seria na realidade eram as livrarias (o que já está acontecendo nos EUA, onde diversas lojas físicas têm fechado). Na verdade, vamos FALAR SÉRIO! A situação em questão é muito maior do que isso. Isso, pois o que estamos vendo é uma mudança no paradigma do mercado que afetará, evidentemente, todas as partes do mesmo. Em especial àquelas que não se adaptarem a este novo paradigma.

Mesmo aqui no Brasil, e FALA SÉRIO!, a paixão por tecnologia não é tão grande quanto nos EUA (ou não temos tanto dinheiro sobrando para gastar) já se é possível ver isso. As grandes livrarias já estão se adaptando, criando suas plataformas de venda, aproveitando assim; como as editoras que também perceberam que se tornarão marcas, pois as pessoas continuarão buscando as livrarias que estavam acostumadas, ou um selo editorial, em busca de qualidade ou um gênero literário.

“Tudo bem”, o autor pode responder, “mas o que isso tem a ver comigo?”

Na verdade tudo. Apesar de muitos ainda considerarem que, apesar de alguns grandes nomes da literatura fantástica nacional haverem começado como independentes, a publicação por demanda uma simples falta de opção do autor que não teve sua obra aceita por uma editora tradicional, com o aumento do mercado de e-books, assim como o surgimento de plataformas que facilitam a colocação de obras em grandes sites de venda, como a Amazon ou mesmo a Saraiva, é possível sim que o autor publique seu livro de maneira independente, sem o problema de estoque, distribuição ou entrada nas livrarias que a publicação impressa tem.

Muitos autores lá fora que se tornaram best-sellers (e vamos FALAR SÉRIO), a ideia aqui não é falar de qualidade literária, mas a capacidade deles de ultrapassar seu círculo de amizades – prova que a opção de publicação de e-books não deve ser descartada. Na realidade, mesmo para os autores menos conhecidos, o lançamento dos chamados e-contos (publicação de um ou poucos contos numa plataforma online) é uma chance de se mostrarem de um modo mais profissional.

A única coisa que se deve lembrar é que, apesar da auto-publicação ocorrer sem a presença de um editor, para que está sirva como plataforma de lançamento para você autor, FALA SÉRIO! Você deve tomar cuidado com aspectos como leitura crítica, coaching literário, copidesque, revisão e outros serviços editoriais, os quais, devido inclusive a esta mudança de paradigmas, estão cada vez mais acessíveis ao autor de uma maneira terceirizada (inclusive aqui no Aliteração). Afinal, não se pode esquecer que é a qualidade da escrita que define a escolha de um título, seja pelo editor, seja pelo leitor.

Gostaria de terminar essa coluna não só agradecendo a você nosso leitor e a você, autor que, havendo nos conhecido, confiou sua obra a nossos serviços, pedindo que não somente acessem nossa fanpage, nosso site, mas que leiam o blog, que curtam, compartilhem, e mais importante, comentem nossos posts, dizendo do que gostaram mais, assim como do que querem que falemos, para que possamos criar uma parceria, uma amizade, que seja boa para você, para nós, para o mercado.