Olá!

Hoje temos uma convidada especial , a minha amiga Cinthia do blog Fotos e Livros 

Ela tem lugar especial aqui. Faz parte da história do Livrólogos, desde o comecinho em 2012 e lá do Nora Roberts há mais tempo ainda 🙂 Então, nada melhor que ter a presença da Cinthia, nesse especial!

Vamos ao texto dela!

 

Que honra ser convidada por minha querida amiga Rosana para escrever um texto natalino para o Livrólogos, confesso que demorei a descobrir sobre o que escreveria, então resolvi escrever um mix de memórias natalinas com culinária natalina… espero que gostem desta pequena miscelânea.

papai noel

Natal é uma época mágica onde as pessoas apesar do cansaço do final do ano tentam se desdobrar em decoração, presentes, comidas, família. Na minha vida minhas melhores recordações de Natal são relacionadas a minha avó materna, de quando eu era criança, além dos Natais de quando minhas filhas ainda acreditavam em Papai Noel, nada como a fantasia das crianças em volta deste ser que nada tem de brasileiro, roupa quente em pleno verão brasileiro, mas a magia em torno do bom velhinho é imensa, até adultos, como eu, amam seu encanto. Uma vez meu cunhado se vestiu de Papai Noel e entregou o presente para minha filha mais velha, que devia ter uns 4 anos na época, e ela ficou tão emocionada que nem percebeu que aquele velhinho, estava um pouco magro, sua barba era falsa, sua voz era igual a do tio… quanta emoção! Outra lembrança relacionada ao bom velhinho e minhas meninas foi quando a mais nova recebeu uma cartinha ‘dele’ junto ao seu presente, que mandava uma mensagem para a irmã, e ela muito feliz, até tremia de emoção, dizia: ‘Você viu? Ele lembrou de você também!’

Já há alguns Natais venho negligenciando minhas decorações natalinas, e neste ano, que foi um ano tão estressante para mim e minha família em diversos aspectos, não consigo encontrar nenhum arranjinho sequer, nem uma bola de Natal, nem uma almofada de Papai Noel, que minha avó fez para mim com tanto carinho há alguns anos. E isso me deixa triste, mas o que realmente importa é estar junto da família, este ano comemorarei apenas com a minha célula familiar, meu marido e filhas, e o que mais desejo é agradecer, por apesar de todas as dificuldades pelas quais passamos em 2015, estarmos juntos, saudáveis e com muito amor em nossos corações. E para comemorarmos o Natal, vou fazer um resgate culinário dos Natais da minha infância, minha avó materna, que amava o Natal, decorava toda a casa, fazia lembrancinhas para cada um dos netos, ela amava dar presentes, e das coisas que mais amo e que me fazem lembrar dela, com muita saudade são as rabanadas.

Um pouco sobre a História da Rabanada

“Por trás da história da rabanada, muitas lendas e uma origem incerta. Sabe-se que foi criada através da necessidade do reaproveitamento do pão (amanhecido), tendo em vista que sempre foi considerado um ingrediente sagrado, até mesmo por representar o corpo de cristo para os católicos. A sua origem sempre se remete a Portugal, mas em todo o mundo é possível encontrar variações da rabanada, como o “Eggy bread” na Inglaterra, o “French toast” nos EUA, e o “Pain Perdu” na França. Isso mostra que é muito mais provável uma forte influencia francesa na origem da rabanada, do que uma influencia portuguesa.

É fato de que os portugueses foram os responsáveis por trazer a receita da rabanada para o Brasil, que rapidamente se espalhou e tomou conta do natal. Mesmo hoje tendo perdido espaço para o panetone, por exemplo, a rabanada ainda é muito feita em diversos estados, sendo o Nordeste o maior consumidor.”

Mas como andamos um pouco acima do peso, vou tentar fazer uma das duas receitas abaixo, Rabanadas ao Forno:

rabanada

rabanada

Link direto – aqui

Desejo a todos os leitores do Livrólogos, a minha amiga Rosana e todos que participam deste blog maravilhoso, um maravilhoso Natal e um 2016 repleto de realizações!

E vocês tem alguma tradição natalina, ou memória natalina que gostariam de compartilhar?

Cinthia