Olá!

São poucos os astros de rock que eu quis o autógrafo, consegui o do David Gilmour ( com direito a sorriso e foto ), agora esse do Bruce Dickinson (comprando o livro – te amo Intrínseca!!! ), falta só o do Ozzy Osbourne e David Coverdale que ainda são possíveis. Infelizmente o do Freddie Mercury não dá mais heheh.

Eu sou muito fã de Iron Maiden e do Bruce Dickinson, por conta disso , já tinha muita admiração pelo vocalista. Me diverti muito e também me surpreendi ao ler a autobiografia.

Paul Bruce Dickinson, de garoto que sofria bullying a vocalista de uma das maiores e icônicas bandas de Heavy Metal do mundo.

Com as lembranças mais fascinantes, incluindo os trinta anos como vocalista do Iron Maiden, assim como sua infância sozinho, dentro do excêntrico sistema escolar britânico, começando a delinear seu sonho de pilotar jatos gigantes e sua recente batalha contra o câncer. Dickinson é muito mais do que o vocalista de uma das maiores bandas do planeta.

Vocalista, esgrimista, criador de cerveja, piloto de avião, escritor, mestre cervejeiro, e doutor em música, apresentador de rádio – e muitos outros títulos e vocações- curioso, sarcástico, e discreto quanto a vida pessoal, surpreende ao escrever sua autobiografia, ousada, honesta, inteligente e muito divertida, e ainda mantendo o leitor entretido com seu estilo de escrita fluido e muitas boas histórias.

Filho não planejado, morou com os avós até os 5 anos, o que faltava de amor ou dinheiro, sobrava em criatividade em sonhar e curiosidade. Quando passou a morar com seus pais, sempre mudou muito, teve contato com o mais variado tipo de situação e pessoas, estudou em colégio particular, diz que não era tão brilhante, mas pelos seus relatos fica claro que ele de burro nada tinha também. Gostava de teatro e muito de história da guerra.

Para que serve esse botão? é uma referência a curiosidade dele.

Bem antes de se tornar o vocalista do Iron Maiden, foi reprovado no coral da escola. O bilhete ao diretor, dizia:

“Dickinson – Sidney House, NÃO CANTOR.”

Já na universidade – outras coisas começaram a acontecer.Como no Queen Mary, onde haviam shows de bandas, ele foi voluntário, e ajudou a montar equipamentos do show “Atomhenge”, da banda Hawkwind ( banda de onde saiu nada menos que Lemmy Kilmister, do Motorhead).

Em muitos momentos do livro ele diz “cuidado com o que sonha”. E vemos ao longo da sua narrativa, como seus sonhos se realizaram.

Para quem pensou em ser baterista, estamos agradecidos ao amigo de infância de Bruce, Mike Jordan, que o convenceu a tentar cantar. A música escolhida, Let It Be, dos Beatles, mas com uma interpretação diferente, foi onde ele descobriu o potencial vocal que tinha.

Além de dominar a tessitura e extensão vocal, ele declara influência de grandes nomes como Ian Gillan (Deep Purple), Ian Anderson (Jethro Tull), Peter Hammill (Van der Graaf Generator) e outros que cita ao longo do livro, mas o interessante é saber que nunca teve aulas de canto com profissionais, sempre foi autodidata e em uma passagem do livro, conta sobre como uma namorada dentista o ajudou com exercícios vocais e de respiração. E também como evoluiu da banda Speed, depois na mais teatral Samson até chegar no Iron Maiden, onde ele diz que Tony Platt (engenheiro do estúdio) e que conhecia “cada botão em um estúdio de gravação”, teve profundo impacto sobre a voz dele, transformando-a no que hoje conhecemos.

Sobre a entrada no Iron Maiden – Rod Smalwood, empresário da banda, o aborda para um teste, e Bruce que já estava cansado de dormir no chão e muitas outras coisas, diz logo de cara:

“— Para início de conversa, você sabe que a vaga é minha ou nem teria me procurado. Em segundo lugar, o que vai acontecer com Paul, o atual vocalista? Ele sabe que vai ser demitido? Terceiro, quando o posto for meu, e será, você está preparado para um estilo totalmente diferente e para opiniões, para alguém que não vai ser um cordeirinho? Posso ser um pé no saco, mas é pelas razões certas. Se não quiser, me diga agora, e vou embora.”

Paul a quem se refere é Paul Di’Anno. No início os fãs não gostaram da troca de vocalista, o que é normal, e um deles mandou uma carta chamando Bruce de “sirene de ataque aéreo humana”.

O Iron Maiden ao contrário de muitas bandas que tem vocalista como lider, tem como principal compositor e lider um baixista, Steve Harris e no começo teve uma disputa de egos, mas depois se encaixaram em seus devidos espaços.

Ah,também ficamos sabendo sobre o figurino – aquelas calças apertadas – e sobre processo de composição e gravação das músicas.

O que é evidente em sua história é a determinação. Vemos como a paixão e dedicação a algo de seu interesse é tema recorrente no livro. Ele abraça e coloca todo seu coração. Vemos isso na esgrima, na aviação e também na luta contra o câncer. Assim que soube que alguém já se recuperara do quadro como o dele, disse que também faria, e o mais rápido possível.

Em suma, conta sobre a difícil fase da educação, do internato, das bandas no início de sua carreira, do Samson, de toda pressão e estresse na banda Iron Maiden, das riquezas e conquistas mas nada da vida pessoal – em suas entrevistas ele também nunca fala – e no livro ele frisa: nada sobre nascimentos, casamentos, divórcios dele ou de outras pessoas ao redor dele.

Mas isso não faz diferença, o livro é muito bom, e a forma como Bruce conta suas histórias é cativante. Ah e ele escreveu tudo a mão, literalmente, em sete blocos de folha A4, aqueles pautados, para fichário.

Recomendo o livro não só para fãs!

Ouça aqui, a audição de Bruce Dickinson para entrar no Iron

Capa, ficha técnica, sinopse

bruce dickinson

Uma autobiografia: Para que serve esse botão?

Bruce Dickinson

ISBN: 9788551003145
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23 cm
Ano Edição: 2018

Sinopse

Com mais de 40 anos na estrada e 90 milhões de álbuns vendidos, o Iron Maiden se firmou como uma dais maiores, mais sólidas e mais influentes bandas de rock de todos os tempos. Para milhões de fãs, essa trajetória de sucesso está diretamente associada a um nome e uma voz: Bruce Dickinson, vocalista e líder do grupo há 30 anos.
Mas, para além das performances lendárias, Bruce é um homem de muitos talentos. Ele é piloto e empreendedor da aviação, cervejeiro, palestrante, roteirista, escritor com dois livros publicados, apresentador de rádio, ator de TV e exímio esgrimista — ou seja, uma pessoa absolutamente singular.
Conhecido por não falar da vida pessoal, Bruce compartilha em Para que serve esse botão? os detalhes de suas memórias extraordinárias, desde eventos marcantes de sua infância até a recente batalha contra um câncer na garganta. Com bastidores e curiosidades inéditos e dois encartes de fotos, o livro foi escrito à mão por Bruce em sete cadernos ao longo de dois anos de turnês. Leitura indispensável para fãs do Iron Maiden, curiosos sobre música, amantes de biografias ou de trajetórias inspiradoras.

Boa leitura

See ya!

Rosana Gutierrez

 

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Para quem se interessar, segue uma entrevista sore o livro

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