Olá, esse é um livro muito bom! É sobre vampiros. Mas prepare-se…

Leia a resenha feita por Ron Charles – AQUI

 

A Passagem

Por Leah Greenblatt

Existem livros de verão e existem tijolos de verão – aqueles tomos hipnotizantes, do tamanho de uma torradeira, que exigem bolsas de praia fortes devido ao seu puro peso físico (ainda que nem sempre intelectual). Com 766 páginas, A passagem, o ambicioso tijolaço de Justin Cronin, é peso pesado em mais de um sentido: o romance apocalíptico do pouco conhecido professor de inglês da Rice University lhe garantiu um adiantamento de sete dígitos, provocou uma guerra pelos direitos de filmagem e levou Stephen King a soltar elogios como um tio orgulhoso na contracapa do livro.

Será que tantos prognósticos assim podem estar errados? Numa palavra: não. A passagem, cuja trama se desenrola nos Estados Unidos, em um futuro próximo (quando o Texas é governado por Jenna Bush), junta com habilidade as histórias paralelas de uma garota tremendamente observadora e estoica, chamada Amy, e uma experiência secreta do exército destinada a transformar o corpo humano em arma biológica, usando condenados do corredor da morte como cobaias.

Cronin trama meticulosamente os fios de uma narrativa tão envolvente e imediata que, quando dá um salto de quase um século adiante, a princípio é difícil nos soltarmos daqueles personagens e investirmos nas dezenas de outros, novos, que emergem numa jornada que é uma fusão de A dança da morte e A estrada. A passagem tem uma dívida substancial com o épico de Stephen King publicado em 1978 e o livro de Cormac McCarthy de 2007 ganhador do Pulitzer, e não está imune às imagens mais antigas da ficção do Armagedom (crianças místicas, velhos com sabedoria enigmática, sagas impossivelmente árduas). Mas seus bichos-papões, as feras vampirescas sedentas de sangue conhecidas como “virais”, são magnificamente exasperantes, e seu poder de instigar os leitores à página seguinte raramente diminui. Com um final que é uma provocação a imaginar o que virá em seguida – A passagem é apenas o primeiro livro de uma trilogia –, ele também (um alerta sobre as sacolas de praia!) deixou os leitores preparados para mais vários milhares de páginas.

Texto do blog da Editora Arqueiro

Capa, ficha técnica, sinopse

 

A passagem

The Passage

James Patterson e Maxine Paetro
ISBN:  9788580410204
Editora:  Sextante
Número de páginas: 816
Encadernação: Brochura
Formato: 16X23cm
Ano Edição: 2010

 

Sinopse

 

“Esta é a história de vampiros que você não pode perder: 15 páginas são suficientes para cativá-lo; depois de 30, você se descobrirá prisioneiro, lendo noite adentro. Um livro com a força dos épicos.” – Stephen King

Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos traços de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue.

Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite, a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior.

Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado.

A passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitos extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que recende a morte.

 

See ya!