Susan Hilton – The Outsiders: vidas sem rumo @intrinseca #resenha


The Outsiders: vidas sem rumo

Corriam os loucos anos sessenta em Tulsa, na cidade de Oklahoma, e a jovem Susan Hilton, então com seus 15 anos, observava as brigas de gangues envolvendo os garotos à sua volta. Um dia, com nenhuma experiência literária, mas muita observação, ele decidiu transcrever o que via. Assim, em 1967, saiu a primeira edição de The outsiders: vidas sem rumo, que rapidamente se tornou um clássico da literatura jovem, e que a Intrínseca recolocou nas prateleiras em uma edição histórica. 

Quando mencionei a falta de experiência literária da autora, não houve qualquer tipo de menosprezo a ela ou à sua obra; apenas a constatação de que, de fato, ela era muito jovem e jamais havia se aventurado por esse campo, o que, por sua vez, acabou gerando um livro direto, emocionado, franco, perspicaz e gostoso de se ler. Nada de floreios ou métodos de redação; apenas uma jovem falando de jovens! Uma jovem que decidiu contar sobre a rixa entre os socs – algo como os “playboys” – do lado oeste da cidade, e os greasers – uma espécie de primórdios dos punks, com influência rockabilly – do lado leste. A história tem como protagonista Ponyboy, um jovem greaser de 14 anos, órfão, criado pelos irmãos mais velhos, inteligente, culto, que ainda não entendia a crueldade das diferenças sociais ou o sentimento de pertencimento a um grupo, e que iria descobrir, de maneiras bastante dolorosas, que apesar dos estereótipos traçados pela sociedade, ninguém é classificável apenas como integrante de uma gangue – ou tribo, ou pertencente a uma determinada classe social, etc;

Tal sensibilidade, posse da autora e retratada pelo protagonista, é o que explica o sucesso de um livro que passa por cima das fórmulas e clichês literários e até hoje toca no fundo do coração do jovens, a ponto de muitos terem afirmado, ao longo de todos esses anos, ser esse o seu livro de cabeceira, ou então que não gostavam de ler, mas mudaram esse conceito depois de The Outsiders. Sua importância foi tão grande que levou o conceituado diretor de cinema Francis Ford Copolla a transformá-lo em filme, em 1983; contando com um elenco jovem, obviamente, mas cheio de “promessas” como Patrick Swayze, Tom Cruise, Emilio Estevez e Diane Lane! 

Por fim, leia! Leia com a mente aberta, sem preconceitos; lembrando que mudam nomes, rótulos e tribos, mas as divisões seguem existindo. De minha parte, lamento apenas não ter lido The Outsiders há uns bons 18 anos, quando certamente ele teria me emocionado bem mais do que hoje. 

Capa, ficha técnica, sinopse

The outsiders – Vidas sem rumo

The outsiders

S.E. Hinton

ISBN: 9788551006627
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 240
Encadernação: capa dura
Formato: 14 x 21 cm
Edição: 2020

Sinopse

Clássico que marcou a literatura jovem e inspirou o emblemático filme de Francis Ford Coppola ganha edição de luxo com conteúdo extra

Publicado pela primeira vez em 1967 e imortalizado em 1983 pelo filme de Francis Ford Coppola, The Outsiders: Vidas sem rumo é um clássico da literatura jovem que transformou o gênero ao tratar, com complexidade e sensibilidade, de uma juventude marginalizada em um cotidiano sombrio e violento.

The Outsiders: Vidas sem rumo é um retrato comovente de uma juventude que precisa encarar a solidão, a revolta e a violência em sua jornada de amadurecimento. Mais de cinco décadas após o lançamento do livro, a história ainda encanta jovens e adultos, mostrando-se atemporal. Com capa dura e pintura trilateral, além de tradução e projeto gráfico inéditos, a edição traz ainda prefácio da jornalista e crítica de cinema Ana Maria Bahiana, entrevista com a autora S.E. Hinton e uma seção dedicada aos bastidores do filme.

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