O clássico escrito por Henri James e primeiramente publicado em 1897 consegue nos trazer um tema ainda muito comum, mesmo que mais de um século tenha se passado entre a escrita do livro e a minha leitura. O que temos aqui é uma história ricamente detalhada em sua narrativa, feita pelo ponto de vista de uma menina de seis anos de idade. Maisie, essa pequena observadora, se vê em uma situação uma situação difícil: seus pais acabaram de se divorciar. Mas tudo fica ainda pior quando os dois decidem brigar pela guarda da filha, e conseguem um acordo em que a criança fica seis meses com cada um.

O problema é que, no fim das contas, os pais de Maisie não queriam ficar com a guarda da menina porque a amam, mas para poderem machucar um ao outro.  Masie não é a culpada, obviamente, mas acaba sendo jogada de um lado para o outro junto com empregados – a quem acaba se apegando mais que a seus pais, sempre ausentes. E, enquanto na casa da mãe, Maisie ouve os maiores insultos possíveis sobre seu pai, e na casa de seu pai o mesmo acontece. A menina tenta se apegar aos mais próximos a ela, como sua babá e a governanta, mas às vezes até mesmo esses empregados ficavam no meio do problema.

A história é sempre narrada pelos olhos de Maisie, de uma forma perfeitamente construída por Henri James de forma que, mesmo quando a criança não entende muito bem o que está acontecendo, o leitor consiga entender as situações. O olhar infantil e ingênuo para muitos eventos faz com que o livro seja uma obra prima retratando uma questão muito presente na realidade das crianças nos dias de hoje: pais separados, que se detestam, e que gostam de atingir um ao outro independente dos meios. Uma narrativa excelente e muito bem construída que permitiu que o livro de James fosse um clássico atemporal.

capa, ficha técnica e sinopse

Pelos olhos de Maisie

Henry James 
ISBN:  9788563560025
Editora: Penguin e Companhia das Letras
Número de páginas: 544
Encadernação: Brochura
Formato: 14 X 21 cm

Sinopse

A separação de seus pais gerou uma situação inusitada para Maisie. Apesar de a guarda ter sido concedida ao pai, acabou sendo estabelecido que a menina ficaria com os dois. Dividida, Maisie vira um joguete na mão do casal e, aos poucos, expõe os contrastes, entre virtudes e defeitos, entre inocência e cinismo, de ambas as partes – ao mesmo tempo que descobre um modo próprio de ver o mundo. A personagem está num lugar privilegiado para Henry James contar esta história admirável, feita de objetividade narrativa, observação detalhada e sutil ironia.

Maisie já não é criança, mas ainda não é adulta. Situa-se ao mesmo tempo dentro e fora da trama. Por isso, sua vida ilumina e desvela costumes, princípios e fraquezas de uma família desagregada e de uma sociedade movediça. Escrito na fase mais fértil da carreira de Henry James, o romance está entre as grandes realizações do autor.

Esta edição traz, entre outros aparatos, o prefácio que o próprio autor escreveu, em 1908, para a “New York Edition” de suas obras, extraordinário depoimento em que comenta seu método de trabalho e o processo de construção do romance.

Boa leitura

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