Por Thaís Averaldo

Não são muitos os autores que me fazem esperar com muita expectativa pelo próximo lançamento e dentro os poucos nessa lista Marian Keyes sem dúvida fica lá nos primeiros lugares. Sempre que leio que saiu um livro novo dela eu já sei que posso esperar temas sérios e pesados, mas que são tratados de sua maneira leve, descontraída e com a certeza que gargalharei em muitas passagens do livro.

Se um livro da Marian, qualquer que seja, já me deixa enlouquecida para tê-lo quando o anuncio de que “Chá de Sumiço” seria, enfim, o livro de Helen Walsh, a caçula de uma das famílias mais loucas que já tive o prazer de ler, fez com que eu esperasse ansiosamente pelo lançamento.

Nesse livro podemos o lado de Helen que não víamos nos outros livros, vemos a visão dela mesma sobre o mundo. Ela ainda é sarcástica, ácida em seus comentários, tem uma relação completamente doida com a família, mas não é a mesma que lemos em “Melancia”. Mas é claro que não seria, agora Helen tem 33 anos e passou por momentos sombrios de depressão e se vê enfrentando uma recaída após perder seu apartamento e ter que voltar a morar com os pais – que nunca deixam de ser aquele casal que nos faz rir a cada aparição, mamãe Walsh é sem dúvidas a melhor personagem dessa família!

Desde “Melancia” até “Tem Alguém Aqui?” passamos por inúmeros dos empregos de Helen até que ela acha sua real vocação como detetive particular e é num momento de poucos trabalhos que Jay Parker, um de seus ex namorados. Jay está gerenciando os show de reencontro de uma boy band irlandesa, mas um dos integrantes simplesmente sumiu e para encontrá-lo ele procura Helen.

E é claro temos Archie, o atual namorado de Helen, que é divorciado e pai de 3 filhos – o garoto que rende cenas hilárias com ela, pois ele não a suporta e tem uma língua tão ácida quanto a dela. Eu fiquei apaixonada pela família Devlin, só a ex-mulher sem limites que achei um pouco demais. Mas eles realmente não aparecem muito no livro, mas quando aparecem, principalmente a filha caçula de Archie, são uma fofura.

Durante todo o livro vemos a batalha interna de Helen contra a depressão e em como ela em alguns momentos acha que não terá fim o sofrimento, e em como as pessoas que não estão doentes veem e tratam a pessoa com depressão como se ela fosse culpa ou não tivesse motivos para aquilo.

“Chá de Sumiço” foi bastante influenciado pelo período em que Marian lutou, mais uma vez, contra a depressão. Esse foi, inclusive, o livro que menos ri e não por falta de cenas engraçadas, mas sim porque elas serem menos frequentes do que o usual. Mas mesmo assim o livro não deixou nada a desejar e é somente mais outra abordagem da autora que já tratou de vários temas tabus em seu livros.

Capa, ficha técnica, sinopse

Chá de sumió - Marian Keyes

Chá de Sumiço

The Mistery of Mercy Close
Marian Keyes
ISBN: 9788528618389
Editora: Bertrand
Número de páginas: 644
Encadernação: Brochura
Formato: 16 X 23 cm
Ano Edição: 2013

Sinopse

Helen Walsh não vive um bom momento. O trabalho como detetive particular não vai bem, o apartamento foi tomado por falta de pagamento e um ex-namorado surge com uma proposta de trabalho: encontrar o desaparecido músico da Laddz, a boy band do momento. Precisando do dinheiro, ela se vê forçada a aceitar, o que causa uma confusão em sua cabeça ao conviver com o ex e precisar acalmar o atual namorado.

Ao tentar seguir suas próprias regras, Helen será arrastada para o mundo complexo, perigoso e glamoroso do showbiz, percebendo que seu pior inimigo ainda está por surgir.
Irresistível, comovente e muito engraçado, Chá de sumiço é diferente de todos os romances do gênero, e a protagonista – corajosa, vulnerável e dona de uma língua afiadíssima – é a heroína perfeita para os novos tempos.

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